Franca: Trabalhadores coureiros elegem nova direção do Sindicato

Carmem Silva Luiz foi reeleita presidenta e destaca “conscientização da categoria” como principal desafio

              “Nosso maior desafio será a conscientização dos trabalhadores e trabalhadoras sobre as perdas sofridas desde 2016 até os dias atuais. Além disso, é preciso ampliar o quadro de sócios e promover maior participação nas ações do Sindicato”, destacou Carmem Silva Luiz, que foi reeleita presidenta do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras nas Indústrias de Artefatos de Couro de Franca, cidade paulista localizada a cerca de 400 quilômetros da capital e um dos mais importantes polos da indústria calçadista do país.

                A eleição, cujo pleito foi de chapa única, aconteceu no último dia 6. A Chapa 1, encabeçada por Carmem, foi eleita com 91,1% dos votos. “A categoria participou da eleição e de forma muito expressiva e depositou sua confiança nessa nova direção, o que nos motiva ainda mais a permanecer vivos, de portas abertas e garantido direitos para os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou a presidenta eleita.

Parte da direção eleita

Parte da direção eleita

Enfrentamento

                Uma das poucas mulheres a presidir sindicatos do setor de couro, um dos quatro setores representados pelo ramo vestuário da CUT,  Carmem denuncia e enfrenta a onda de antissindicalismo das empresas do setor. “Não vamos permitir que os patrões, apoiados pelo governo de Jair Bolsonaro, destruam o único órgão capaz de defender direitos, organizar reivindicações, promover negociação coletiva e mobilizar a categoria por melhores condições de trabalho, melhores salários e mais benefícios”, enfatizou.

Mandato começa em 2020

                A nova direção tomará posse no dia 10 de janeiro de 2020 num mandato com duração de três anos. Cida Trajano, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Vestuário da CUT, CNTRV, reforça a importância da resistência e luta promovidas pelos sindicatos. “As entidades sindicais estão sendo atacadas e não só pelos patrões. O governo Bolsonaro enxerga na organização e ação sindical, um de seus piores inimigos para a retirada de direitos promovida por seu governo. Resistir, organizar a luta e mobilizar a classe trabalhadora é o grande papel dos sindicatos. Temos certeza que esse Sindicato continuará cumprindo essa tarefa”, declarou.

O assessor da CNTRV, Josenildo Melo, participou da eleição.

O assessor da CNTRV, Josenildo Melo, participou da eleição.

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