Lucro Brasil está entre os entraves para Brasil negociar com a China

Projeto do governo chinês “Made in China 2025” foi debatido em Seminário.

Escrito por: Redação CNRQ.

 

Na terceira mesa de debates do primeiro dia do Seminário Desafios da indústria no Brasil e os Trabalhadores e Trabalhadoras, no dia 13/6, o professor e especialista em China, Milton Pomar, debateu os impactos da política industrial chinesa na indústria e empregos brasileiros.

O professor afirmou que nosso País não está preparado para competir com a China por vários motivos, entre eles o chamado Lucro Brasil: empresários brasileiros de todos os setores da economia sempre priorizam a renda ao risco e sempre buscando recurso do Estado.

“O lucro no Brasil é alto, nossa logística é inferior, não temos competitividade como o chinês por que eles têm uma estratégia de indústria nacional com bancos próprios para investir em infraestrutura e logística”, afirmou. “Além disso, não temos estratégias e conhecimento sobre o país. Temos poucos brasileiros que moram na China e falam mandarim, ou seja, não temos informação sobre como lidar com o país”, completou.

Pomar também apresentou o projeto do governo chinês “Made in China 2025”, que tem o objetivo de transformar o país na maior potência tecnológica do mundo. “É um projeto que teve início em 2015 e tem duração de 30 anos. Os chineses vão reestruturar toda sua indústria tradicional manufatureira, vão intensificar a inovação tecnológica, reorganizar as empresas e a valorizar sua propriedade intelectual”, explicou.

No entanto, Pomar lembrou que a China também apresenta vulnerabilidades, dentre elas, a principal é a questão ambiental. “Uma das razões da China diminuir seu crescimento foi por conta da poluição e a falta de água. E nisto estamos a frente dela”, disse.

Para o técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CUT Nacional, Leandro Horie, que também participou da mesa, o que diferencia a China é o planejamento com foco em ser uma liderança mundial. “Investimento em longo prazo com taxas baixas é o diferencial. O mercado chinês é menos volátil e consegue absorver os choques financeiros. A China está apostando no mercado interno, mas essa aposta tem limites físicos, financeiros e ambientais”, completou.

Com informações da imprensa da CNM-CUT

 

 

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