Presidente da CUT destaca que mobilização em Curitiba é pra defender a democracia

Vagner Freitas faz desagravo ao povo de Curitiba e cita história de mobilização social da cidade. Para ele, quem achou que haveria linchamento a Lula e atos de respaldo a Moro deu com burros n’água

Por: Redação CUT

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que a mobilização de movimentos sociais e centrais sindicais em Curitiba, para manifestar apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trata-se de uma ação para defender a democracia e os trabalhadores brasileiros. Lula fará nesta quarta-feira (10) seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. “Eles esquecem que o Brasil é uma democracia. Aqui você vê a rua tingida de pessoas de vermelho. Estamos aqui para defender os trabalhadores, a democracia. A perseguição ao Lula se dá porque ele representa a gente, representa o povo trabalhador. É exemplo principal da resistência do povo brasileiro”, afirmou Vagner, em entrevistas a jornalistas da imprensa independente.

De acordo com o dirigente, a pressão de setores do judiciário e da imprensa comercial ao ex-presidente decorre de seu legado de ampliação de direitos sociais e de promoção de crescimento com distribuição de renda, como a valorização real do salário mínimo, o pleno emprego e os programas sociais. “Lula representa o enfrentamento à classe dominante brasileira, que acha que o país é seu quintal e os trabalhadores são seus escravos”, disse. “Estamos aqui para defender o legado de Lula, mas também para nos autodefender, porque a perseguição ao Lula é a perseguição ao movimento social sindical e aos direitos dos trabalhadores”, disse Vagner, mais cedo, em entrevista à Rádio Brasil Atual. “A elite quer varrer direitos dos trabalhadores da história e o ícone da classe trabalhadora hoje no Brasil é o Lula. É uma perseguição a nossa resistência. Eles querem quebrar nossa espinha dorsal.”

A crença de que haveria grandes mobilizações para respaldar as “ações arbitrárias” do juiz da Lava Jato fracassou, segundo o sindicalista. “A direita deu com os burros n’água. Achou que ia fazer de hoje a destruição política de Lula. O juiz achou que, com apoio da mídia, isso aqui ia estar pronto para o linchamento político do Lula. Numa clara antecipação do julgamento”, avaliou. O presidente da central esteve com Lula desde sua chegada à capital paranaense. Relatou que ele está tranquilo e que não confirmou se participará de ato político após o depoimento.

Freitas usou uma piada de internet para denunciar “parcialidade” de Moro. “O Lula é o chefe da quadrilha, mas ele só ficou com um apartamento, que segundo o Maluf, é um lixo, enquanto os outros, do PSDB, do PMDB, têm milhões em contas no exterior? É um absurdo. O Lula está prestando um depoimento para explicar a propriedade de um tríplex no Guarujá que a OAS já disse que é dela”, afirmou. “A mídia esquece as denúncias de que Aécio Neves e Michel Temer têm milhões em contas no exterior e ninguém faz nenhum tipo de averiguação. Com Lula tem esse tratamento diferenciado porque ele é um operário, nordestino, metalúrgico, que ousou ser o melhor presidente da história do Brasil e ousou mostrar aos trabalhadores que eles podem ser os protagonistas da história. A elite quer punir o Lula para dizer ao trabalhador: fique no seu lugar e não venha ocupar o andar de cima”, afirmou.

O presidente da CUT fez uma ponderação aos militantes que estão na cidade, ressaltando que não há motivo para hostilizar os moradores de Curitiba, porque eles não são representantes da arbitrariedade que ocorre contra Lula. “Curitiba não é do Moro. Tem pessoas de pensamento conservador, progressistas, tem gente de direita, de esquerda. Quero fazer uma defesa do povo de Curitiba, povo lutador, povo que tem história de mobilizações sociais, de grandes greves. O Moro não é Curitiba, ele nem de Curitiba é”, afirmou, em referência à expressão “República de Curitiba” que acabou cunhada em torno do tema.

Segundo ele, os próximos passos de mobilização das centrais sindicais e movimentos sociais serão fazer mutirão no Congresso e ocupar Brasília, nos dias 17 e 24, para impedir a votação das reformas que retiram direitos. “E se isso não for suficiente, vamos fazer uma greve geral ainda mais forte que a de 28 de abril”, afirmou. Para Vagner, o trabalhador brasileiro foi levado a crer que o problema do Brasil era a Dilma, o PT e o Lula. “Ninguém mais acredita nisso. E por isso o povo está cada vez mais contra esse governo e as reformas.”

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