Após acusações, ministro de Temer pede demissão

A revelação do conteúdo da delação do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado confirmou o que analistas políticos já previam: a Operação Lava Jato vai continuar como intenso foco de instabilidade mesmo após o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer ao Palácio do Planalto. Acusado de receber R$ 1,5 milhão em propinas, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves – peemedebista que já presidiu a Câmara – classificou as denúncias de “levianas”, mas pediu demissão nesta quinta. Em carta enviada a Temer, divulgada pela imprensa, ele afirmou não querer “criar constrangimentos ou qualquer dificuldade para o governo”.

Antes dele, os então ministros Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência, Fiscalização e Controle) já haviam deixado o governo na esteira das revelações de Machado – os dois pediram demissão após virem à tona gravações que sugeriam interferência na Lava Jato. As acusações do ex-executivo não param, porém, nos auxiliares do presidente interino: o próprio Michel Temer foi implicado nos depoimentos, bem como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o senador Aécio Neves (PSDB) e outros nomes importantes da política brasileira.